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Joyce Borges: minha história na Dança

Escrito por Joyce Borges

Quando eu tinha 10 anos a novela O Clone passou na TV pela primeira vez e me encantou. Queria muito aprender a dançar, porém como era criança e não tinha contato com escolas de dança, a vontade foi deixada de lado. 

 
Aos 17 anos quando a novela reprisou no Vale a Pena Ver de Novo e a vontade voltou, era um faniquito para fazer aula que eu não me aguentava. Encontrei uma escola de dança próxima à minha casa e pedi para minha mãe me matricular. E lá ia eu, em outubro de 2007, para a minha primeira aula de dança do ventre, felicidade pura! 
Me apaixonei por tudo! Tinha muita facilidade para pegar os passos e isso me motivava ainda mais. Passava horas e horas vendo vídeos de dança na internet, pesquisava músicas do Bellydance Superstars, não faltava nas aulas de forma alguma, passava as tardes treinando em casa. 
 
 
No ano seguinte, veio mais uma paixão: a dança cigana! Nossa, que delícia eram as aulas e as descobertas na Gnética Cia de Arte e Dança! Minhas professoras Vanessa Adescenco e Elaine Nascimento, sempre me desafiando para apresentações e me mostrando um mundo novo. Saudade dessa época. 
 
 
Com uns 2 anos de dança, comecei a cobrir as aulas das minhas professoras, quando a mesmas não podiam estar na escola. Essa foi a primeira vez que me vi como profissional da dança, mas o medo de não saber o suficiente me fez procurar mais, o conteúdo e as aulas na escola já não abasteciam todo conhecimento que eu queria ter.
 
 
Então procurei na internet cursos de dança cigana que eu podia fazer. Sempre ia com minha professora e trocávamos figurinhas e, no meio desses contatos, acabei sabendo da Audição da Cia Mahasin, idealizada pela Isis Mahasin.
 
 
Decidi prestar para ter uma avaliação da minha dança do ventre e, assim, definir o próximo passo nessa modalidade, pois na escola mesmo não conseguia evoluir muito. Lembro de que escrevi para a Isis porque, entre os requisitos para prestar a audição, estava o de ser uma aluna nível avançado e eu não me considerava tanto (rs). Pedi autorização para fazer e ter o feedback dela, pois eu achava que não passaria.  
 
 
No fim eu passei, entrei para a Cia e, em menos de 1 ano como integrante, já estava ajudando a Isis na coordenação. Estreamos no ano seguinte, no Mercado Persa, concurso grupo moderno. Logo eu que nunca havia competido e sequer sabia o que era o Mercado Persa de perto, só havia visto em vídeos de Youtube até então. Um desafio e tanto! 
 
 
Em 2012 me tornei oficialmente sócia-diretora da Mahasin Cia de Dança e as questões “burocráticas” passaram a ser de minha total responsabilidade. Estava feita a sociedade com uma pessoa que, além de coreógrafa, havia se tornado minha sócia e amiga. 
 
 
Mas por que essa divisão? Porque em paralelo à minha vida dançante a minha vida profissional acontecia na área da comunicação. Me formei em Gestão de Eventos, trabalhava na área de treinamentos e planejava minha pós-graduação em Marketing. Assuntos como planejamento e estratégias de comunicação, administração e gestão de pessoas estavam no meu dia a dia e eu não conseguia deixar de aplicar tudo o que aprendia na Mahasin. 
 
 
Até 2012 eu levava uma vida tripla: tinha minha vida profissional, fazia parte da Mahasin e ainda continuava a participar das apresentações e ensaios da escola onde iniciei a dança, no grupo de dança cigana. Mas nesse ano eu tive que diminuir o ritmo. Então saí do grupo de dança cigana e segui ainda mais focada na Mahasin e na minha vida profissional, que, para mim, eram coisas diferentes. 
 
 
Com o passar dos anos as minhas experiências e aprendizados no mundo das “agências de comunicação”, sempre embasaram a definição dos próximos passos da Mahasin. Unindo essa minha experiência com o talento, profissionalismo e experiência da Isis Mahasin, conseguimos tornar aquele pequeno grupo com 5 integrantes que nasceu em 2010 em uma Cia. de dança que hoje conta com mais de 40 prêmios, viagens para fora do estado e do país, 7 anos de história e mais de 25 integrantes. 
 
 
Esse crescimento só me incentivou a fazer a tão relutante escolha que é viver de dança. No ano passado incentivada pelos diretores da escola Movimento e Arte, pelas alunas e pela própria Isis Mahasin, voltei a atuar na dança cigana. Abri uma modesta turma na escola e depois veio a necessidade de mais uma. Logo eu já estava coreografando e me preparando para participar de competições de dança cigana também. E assim, aos poucos, eu fui tendo a minha vida tomada de dança, de domingo a domingo, a ponto de não ter mais tempo pra nada que não fosse trabalhar na agência ou na dança, e estava sem tempo livre pra mim, para o lazer, para passear, para jogar papo fora, etc. 
 
 
Então, como eu sabia que, ao longo do meu caminho dançante, eu já havia tentado me afastar da dança e isso não tinha dado certo, eu decidi que viveria dela, me planejaria e viraria a chave e foi o que eu fiz!
 
 
Hoje não divido mais meu tempo entre dança e agência: divido meu tempo entre coordenação de uma escola, marketing para dança, aulas de dança e direção da cia. Hoje me sinto muito feliz e realizada em fazer o faço, vejo pessoas transformando suas vidas através da dança, se superando, realizando, tirando projetos do papel, provando para si que são capazes.
 
 
Isso é o que me move: mostrar para essas pessoas que a dança é um agente transformador e que podemos ser tudo aquilo que quisermos, fazer tudo aquilo que quisermos, sempre com ética, empatia e força de vontade.
 
 
É claro que nessa jornada não há somente um caminho de flores, são muitos fins de semana longe da família, são muitos os “e se” para se preocupar e se prevenir, mas ter foco e não desistir é, sem dúvida, a chave para chegar onde se quer. 
 
 
Nesse caminho, o Central Dança do Ventre sempre foi minha referência. No início era o meu lugar de pesquisas de cursos e aulas para saber onde iria dedicar minha atenção. Com o tempo veio a referência de mídia para saber o que está acontecendo no mercado e hoje é, sem dúvida, um parceiro para empreender em dança.
 
 
Gratidão CDV por me dar a oportunidade de contar um pouquinho da minha história.
 
Bjos, 
 

 
 
Joyce Borges
Pós-Graduada em Comunicação e Marketing, tem experiência em gestão de eventos, branding e produção digital. Atualmente é coordenadora da escola Movimento e Arte, sócia-diretora e coreógrafa da Mahasin Cia. de Dança, social media e professora de dança do ventre e dança cigana. 
 
 
 

 Joyce quando ganhou 3º lugar Dança Cigana no Mercado Persa 2017: 

 

 Mahasin Cia de Dança 1º Lugar Grupo Moderno Mundial de Danças CIAD 2015 - Buenos Aires

 

 

 

 


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