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Dicas de Treino e Estudo

Escrito por Fadua Chuffi

 

fadua_chuffi

                                                                                                      Fotografia: Bruno Guerra

 

 

Quando falamos em dançar profissionalmente, seja qual for a modalidade, sabemos que por trás de toda arte, expressão e técnica, deve haver uma constante disciplina nos ensaios diários.

 

 E quando falamos em treinar a dança oriental, será que todas as alunas e profissionais desta área desenvolvem e preparam sua forma de estudo?  A resposta deveria ser sim, pois para melhorar o nível artístico desta dança, devemos organizar o treino de suas técnicas e coreografias.

 

Tendo minha formação em ballet clássico, flamenco, dança contemporânea, dentre outras, tive certa facilidade em desenvolver uma metodologia e disciplina no estudo da dança oriental.  Depois de aprender diferentes estilos e técnicas com grandes maestros desta área, pude observar que a dança oriental requer um estudo minucioso das técnicas, sequências, expressões e ritmos, sem esquecer que a espontaneidade e expressão devem sempre estar presentes. Aqui quero deixar algumas dicas de treino e estudo para as estudantes desta arte. 

 

Para um bom rendimento durante a aula é fundamental começar com uma preparação corporal, realizando um bom aquecimento, onde além da parte física preparamos também nossa concentração mental para dançar. Podemos usar técnicas de outras disciplinas para complementar o princípio da aula, sempre focalizando cada parte do corpo sendo trabalhada e preparada para dançar. Aquelas bailarinas que possuem aprendizado em outras modalidades, podem aliar diferentes técnicas e movimentos que também servirão para o que necessitamos em nossa dança.

 

As técnicas próprias da dança oriental podem ser estudadas em partes, ou seja, isolamentos de dorso e quadris, oitos, ondulações, movimentos dos braços, vibrações com diferentes movimentos, dentre outros.  Eles devem ser repetidos diversas vezes e, dependendo do adiantamento da bailarina, serão mais simples ou mais complexos. Estudando desta forma, no momento de juntá-los e transformá-los em dança, a técnica fluirá e a expressão também.

 

Logo é muito importante estudar as técnicas de quadril isoladas, em diferentes velocidades e ritmos adquirindo assim, força para os solos de percussão.  Outra movimentação própria da dança oriental, e que é amplamente utilizada nas danças rituais e religiosas, são os giros. Para aquelas que já treinaram em outras modalidades de dança, fica muito mais fácil utilizar as inúmeras formas de girar com diferentes posturas e desenhos dos braços, e com as variadas marcações de cabeça usadas na dança oriental. Já aquelas que estão apenas começando a aprender os giros, o ideal é começar com técnicas e posições básicas utilizadas na dança clássica.

 

Em minhas aulas e cursos utilizo também a combinação de passos e sequências com ênfase nos ritmos.  Esta forma de estudar facilita o aprendizado das coreografias e o aperfeiçoamento da parte rítmica.

 

Todos estes movimentos e variações não podem estar completos sem o olhar atento à posição dos pés e dos braços. Os pés são a nossa base e alicerce, uma má postura além de prejudicar a parte física, também tira toda a beleza da dança. Com experiência em tantos anos de ensino, pude notar que muitas vezes as alunas apresentam certa dificuldade em aprender alguns passos pois não utilizam nem a postura nem a movimentação correta dos pés, junto ao movimento realizado. Muitas vezes esta é a chave para o entendimento dos passos, e as transferências de peso e pés bem colocados são definitivamente aliados dos movimentos de quadril.

 

Os braços e mãos são a extensão dos nossos movimentos e a moldura final para a nossa dança. A má utilização dos braços, pode tirar toda a graça da bailarina, já um braço “expressivo” e bem trabalhado é a moldura e toque final para a dança. Eles também acompanham diferentes momentos de uma coreografia, ora mais sutis, etéreos e ondulantes, ora mais fortes e precisos. Igual que os pés, os braços são grandes aliados no momento dos giros.

 

Com essas dicas e base para treinar, podemos desenvolver uma boa precisão nos movimentos e, consequentemente a expressão que sempre deve ser mostrada de dentro para fora, aparecerá com muito mais espontaneidade, pois a parte técnica estará totalmente entendida e dominada.

  

Fadua Chuffi dançando no III Festival Racks Sharki em maio 2013:

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fadua Chuffi
http://www.fadua.pro.br/

 

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