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Arte à flor da Pele – A dançarina Tatuada

Escrito por Olympia Silvério

 

 

A tatuagem é uma das formas mais conhecidas de modificação corporal do mundo. A motivação para quem faz uma tatuagem pode ser uma manifestação de simpatia pela expressão artística como obra de arte viva e temporal, como a vida, ou, simplesmente, um modo de expressar-se através do próprio corpo físico.

 

 

As tatuagens surgiram cerca de 4000 a.C. no Egito Antigo, e também Polinésia, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia, onde eram feitas em rituais ligados a religião.

 

 

Considerada até os dias de hoje como um tabu, principalmente no mercado de trabalho, a tatuagem ainda divide opiniões, gera estigmas e até preconceitos, apesar de a cada dia tornar-se mais popular, conquistando um novo olhar no mercado de trabalho.

 

 

Segundo o projeto de lei 1582, de 2007, elaborado pelo vereador Edson Duarte, do Partido Verde, a proposta acrescenta dispositivo à Lei nº 9.029, de 1995, a fim de proibir a discriminação de pessoas portadoras de tatuagem e piercing. Entretanto, a proposta ainda está à espera da apreciação do plenário. A própria constituição prevê, na lei 7.716/89, essas atitudes como crime de preconceito ou discriminação racial, auxiliando pessoas que passam por esse tipo de situação.

 

 

Na profissão de dançarina, ao longo dos anos, não posso dizer que sofri com discriminação, pelo contrário, minhas tatuagens sempre geraram curiosidade e reforçaram minha imagem, como forma de identificação.

 

 

Em 2013, convidada para dançar no evento “Les Nuits de Dubai”, uma festa realizada num clube fechado, em Bruxelas, confesso que, de início, fiquei apreensiva, pois me apresentaria diante de um público muçulmano.

 

 

Como sabemos, os islâmicos seguem as leis do Alcorão, os Ditos do Profeta Mohamad. Se uma situação ou caso não estão nem no Alcorão nem nos Ditos do Profeta, eles seguem o veredito das autoridades religiosas locais, que decidem sobre casos e situações sociais e culturais não previstas. Sempre que se fala em tatuagem, no islamismo, refere-se à tatuagem permanente.

 

 

 

Às mulheres, desde que não estejam sob regimes fundamentalistas, é permitida e incentivada a tatuagem com henna. A tatuagem permanente, na religião Islâmica, é proibida porque considera-se que ela desconfigura a criação de Deus. Nada que seja permanente, que tente modificar a criação de Deus, é permitido.

 

 

Apesar dessas ideias pré-concebidas, porém, ao contrário do que esperava, fui muito bem recebida e elogiada, inclusive pelas tatuagens, ouvindo comentários como: você é muito corajosa, tem estilo e ousadia.

 

 

Entretanto, sugiro que a dançarina, quando for contratada, procure saber quem será seu público, pois tatuagens podem não ser bem vistas por uma plateia com um perfil mais conservador, como muçulmanos e islâmicos, apesar de respeitarem tradições e cultura diferentes. Em Marrocos, por exemplo, a tatuagem não é bem vista e tive que me cobrir para evitar olhares e situações constrangedoras.

 

 

Ninguém precisa tolerar desrespeito ou não aceitação de seu estilo pessoal, embora, acredito que, um pedido para ocultar a tatuagem, em determinadas situações, também pode ser considerado. Tudo é uma questão de bom senso. A discrição na forma de se vestir e se comportar podem ser um grande aliado para quem tem o corpo desenhado. Da mesma forma, o estilo e a qualidade da tatuagem devem ser levados em conta.

 

 

Após escolher um desenho, assim como a parte do corpo onde será aplicado, é preciso analisar muito bem o local onde fará a tatuagem. Para que não haja arrependimento, procure conhecer o trabalho do tatuador e tenha certeza de que os procedimentos são seguros, de forma a garantir, em primeiro lugar, a sua saúde e a qualidade de sua tatuagem, que é definitiva.

 

 

Atualmente, é comum vermos dançarinas tatuadas com desenhos voltados ao universo feminino, como flores, borboletas e imagens que se referem à dança, como símbolos egípcios e dançarinas. A tatuagem é uma forma de identificação da personalidade, marca que diferencia as pessoas.

 

 

Desse modo, a tatuagem que, no passado, era vista como símbolo transgressor e de rebeldia, hoje é comum e até motivo, muitas vezes, de admiração.

 

 

Olympia Silvério é Professora, dançarina e coreógrafa Dança do Ventre e Bollywood

DRT-28668/2008 - SP.

Escola Templo de Ísis - Danças Orientais

CNPJ: 15.064.703/0001-50

Unidade I - Av Dr.  ngelo Simões, 712, Ponte Preta – Campinas - SP.

Unidade II – Av. Dr. Joaquim Arlindo de Lemos, 120 , Proença - Campinas – SP.

Telefone: 19 – 3294 0384

E-mail: templodeisisoly@gmail.com

Site: www.templodeisis.com.br

 

 


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